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32ª  SEMANA DE VELA DE ILHABELA  2005

CAPITAL DA VELA - BRASIL 

NOTÍCIAS

Info - ZDL
 17/07/2005 - VELA

SEMANA DE ILHABELA COMEMORA RECORDE E BOM ÍNDICE TÉCNICO
Competição teve o maior número de participantes da história e grande equilíbrio

São Paulo – A 32a. Semana Internacional de Vela de Ilhabela, encerrada neste final de semana, teve vários motivos para comemorar. Afinal, a maior competição náutica da América Latina, mesmo com maiores exigências aos participantes, registrou novo recorde de 193 barcos inscritos nas mais variadas categorias da classe Oceano, sem contar 180 embarcações que participaram da Semana de Monotipos. Outro grande destaque foi o elevado índice técnico, que garantiu regatas equilibradas e grande competitividade. Um exemplo disso é que o campeão Áries IV só assegurou a conquista no último dia do evento.

“A competição foi excelente em todos os sentidos e nem posso me estender nos elogios porque fui o campeão. Mas a organização foi boa, a infra-estrutura maravilhosa e a comissão de regatas trabalhou muito bem”, comentou o velejador Jorge Zarif, que comemorou o seu quarto título em ilhabela, depois de vencer três das cinco regatas disputadas. “É muito bom vencer uma competição como esta.”

Aos 47 anos, velejador olímpico em Los Angeles/84 e em Seul/88 é um apaixonado pela vela. Tanto assim que se mantém motivado para disputar competições nas classes Finn e Star, além de Oceano. “Gosto muito de velejar e de aprender com o mar. Apesar da idade, quero disputar este ano o Mundial de Finn em Moscou”, disse Zarif, que deixará o Áries IV em Santos.

Opiniões como a de Jorge Zarif só reforçam a sensação de dever cumprido da organização. “O evento foi um sucesso e foi muito elogiado”, lembrou Paulo Roberto Al Assal , da Impact Sports e Marketing. “Tivemos o recorde de participantes, boas regatas e várias ações em terra que chamaram a atenção do público e dos turistas que estiveram em Ilhabela.”

As atividades paralelas, como shows, recreação infantil e aulas diárias de ginástica, foram feitas tanto no Yacht Club de Ilhabela como no Race Vilage, localizado no centro da cidade. Houve também palestras, exposição fotográfica, exibição de filmes e de imagens das regatas ao ar livre.

O diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela, José Nolasco, ficou muito feliz com a competição. “Tivemos dias de sol e de bons ventos, que ajudaram bastante no nível técnico, que foi excelente”, comentou. “Tecnicamente o evento foi superior aos anteriores, por causa da participação de grandes veleiros, de último tipo.”

Além do recorde de participantes, Nolasco destacou a realização da quinta edição da Regata Peter Blake – Volta à Ilha. “Foi a primeira vez que realizamos esta regata na programação da Semana de Vela e o resultado não poderia ter sido melhor. Tivemos ventos fracos e fortes, privilegiando os melhores.”

Outro ponto positivo, segundo o diretor de Vela, foi o convênio firmado com o Iate Clube da Argentina durante a realização de um Fórum IMS, uma iniciativa dos velejadores Eduardo Souza Ramos e Gabriel Borgstrom. “Vamos organizar duas competições na Argentina, com a participação dos brasileiros e depois eles vêm velejar na Semana de Vela.”

A 32a. edição contou com embarcações de quatro países (Brasil, Uruguai, Argentina e Inglaterra). O barco argentino Fortuna III, que teve Lars Grael como tático, foi o fita azul (primeiro a cruzar) nas cinco regatas, mas terminou em 11. lugar no tempo corrigido. O veleiro inglês Sunstone venceu a segunda regata, realizada na quarta-feira. Na classificação final da IMS, a classe mais veloz, três estrangeiros terminaram entre os 10 melhores : Memo Memulini, do Uruguai, em quarto, e os argentinos Mercenário 4 e Patagonia 3, em sexto e  nono, respectivamente. 

Outro destaque do evento foram as participações de duas tripulações que irão disputar a Volvo Ocean Race, a regata volta ao mundo, a partir de novembro deste ano. O Brasil 1, comandado por Torben Grael, foi apresentado para a comunidade náutica na regata Eldorado Alcatrazes. Mesmo fora de concurso, completou sua prova de estréia muito na frente dos demais veleiros e retornou ao Rio de Janeiro para novos treinos. A tripulação do ABN Amro II disputou todas as regatas da Semana de Vela a bordo do Neptunus Express, terminando na sétima colocação.    

Classificação final da competição:

Classe IMS
1 – Áries IV - Jorge Zarif – 6 pontos perdidos
2 - Odoyá – Cláudio Bierkarck – 16
2 – Mitsubishi Motors/Daslu Homem – Eduardo Souza Ramos – 16
4 – Memo Memulini – Bernd Knuppel – 20
5 – Touché/Banco Safra – Ernesto Breda - 23
6 – Mercenário 4 (ARG) – Luis Silva - 26
7 – ABN Amro/Neptunus – Sebastien Josse - 27
8 – Questus/Alucinante – Luis Carlos Barroso Simão - 28
9 – Patagonia 3 (ARG) – Norberto Alvares - 39
10 – Maximus – Hélio Lyra de Aquino - 41
11 – Fortuna III – Cesar Recalde - 45

ORC 600
1 - Matrero (ARG) – Toribio de Achaval - 4 pontos
2 – Vizcaya – Guilherme Bungner – 9
3 – Sorsa II – Antonio Tanger – 9

ORC 650
1º Mahalo – Clínio Freitas – 4 pontos

ORC 700
1º Skipper 21 – Maurano Castilhos Silva – 5 pontos

ORC Geral
1- Mahalo – Clínio Freitas – 4 pontos
2- Matrero (ARG) – Toribio de Achaval – 9
3- Avohai – Renato Gama Monteiro - 18

RGS A
1 – Keekee – 7 pontos

RGS B
1 - Semp Toshiba/Armação – 6 pontos

RGS C
1 - Asbar – 5 pontos

Bico de Proa A
1 - Atmosphera – 5 pontos

Bico de Proa B
1 – Panda – 8 pontos

Bico de Proa C
1 - Carapau – 4 pontos

Multicasco A
1 - Gabi – 4 pontos

Multicasco B
1 – Lascado – 5 pontos

HPE
1 – Pânico – Tutinha Carvalho – 6 pontos

Organizada pelo Yacht Club de Ilhabela e pela Impact Sports Marketing, com apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, Secretaria de Turismo, FBVM (Federação Brasileira de Vela e Motor), ABVO (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano), Marinha do Brasil, Secretaria da Juventude Esportes e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, Capitania dos Portos de São Sebastião, Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer de Ilhabela, Associação Comercial e Industrial de Ilhabela (ACII) e Associação de Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares de Ilhabela (ABHRI) e de muitas outras entidades, a 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela possui responsabilidade técnica da Federação Brasileira de Vela de Motor (FBVM), da diretoria de vela do Yacht Club Ilhabela e de juízes internacionais e nacionais de Vela. Os patrocínios são do Banco Real ABN AMRO, Mitsubishi Motors, Semp Toshiba, NIVEA Sun e TAM, Nautos, Rádio Eldorado e Cerveja Bavária Exportação.

Mais informações no site
www.svilhabela.com.br

ZDL - Bruno Doro // João Pedro Nunes
E-mail: bruno@zdl.com.br

16/07/2005 - VELA

ÁRIES IV, DE ZARIF, É CAMPEÃO DA SEMANA DE ILHABELA
Tripulação paulista dominou a competição desde o início da competição


Ilhabela 
Áries IV, comandado por Jorge Zarif, conquistou neste sábado o título da 32a. Semana Internacional de Vela de Ilhabela, encerrada com grande festa de entrega de prêmios no Yacht Club da cidade do litoral norte de São Paulo. Foi o quarto título de Zarif, campeão em 85, 89 e 96, e do Áries IV, que como Pajero TR4 ganhou as últimas três edições do torneio sob comando de Eduardo Souza Ramos. O fita azul da regata barla-sota que fechou a competição foi novamente o veleiro argentino Fortuna III, com o tático Lars Grael. No tempo corrigido, a vitória foi outra vez do Áries IV.

“Fizemos uma regata com cautela, com boa largada e perfeita taticamente, o que garantiu o título. Minha tripulação está de parabéns”, comentou o comandante na saída do píer. “Temos consciência de que podemos melhorar muito ainda, aprendendo a tirar maior proveito desse barco”, continuou Zarif, referindo-se à embarcação de 42 pés, do projetista neozelandês Bruce Farr. “Em Ilhabela o nível técnico foi excelente e a cidade mostrou que é realmente a capital da vela.”

Antes mesmo da divulgação do resultado oficial, os tripulantes já fizeram festa no Yacht Club de Ilhabela. Com a vantagem obtida nas quatro primeiras regatas, o Áries poderia até chegar em quarto lugar, independentemente dos resultados dos outros, para ser campeão.

Tricampeão do evento (2002, 2003 e 2004), Eduardo Souza Ramos gostou da participação no torneio no comando do novo Mitsubishi Motors/Daslu Homem, um Judel Vroelick de 47 pés, recém-adquirido na Inglaterra, e que terminou em terceiro lugar. “Tivemos problemas com o vento fraco e no contravento. Nessas situações, não conseguimos sentir o barco e precisamos ver o que teremos de fazer para corrigir”, afirmou o velejador, que não se arrepende de ter trocado de barco. “Precisamos de dois anos para arrumar o Pajero TR4. Com este, acho que em oito meses estaremos brigando por vitórias de novo.”

Surpresa  O veleiro baiano Odoyá, com o tático Robert Scheidt, brilhou na Semana de Vela de Ilhabela. O Bénéteau 40.7 ficou com o vice-campeonato na categoria IMS, após o sexto lugar conseguido neste sábado. Ele empatou com o Mitsubishi Motors/Daslu Homem, com 16 pontos perdidos no geral, mas levou vantagem por ter vencido uma regata. Com o descarte do pior resultado (17o. lugar na primeira regata), o barco comandado por Cláudio Bierkarck subiu do quinto para o segundo lugar na classificação geral.

“Velejar no Oceano para mim dá muito prazer. A tripulação do Odoyá é excelente e os resultados foram ótimos”, comentou Robert Scheidt, que neste domingo retoma os treinamentos de Laser para o Campeonato Europeu da Espanha, em Ilhabela. “Fomos ansiosos demais nesta última regata e tivemos de relargar. Com isso, perdemos muito tempo e tivemos de fazer um prova de superação.”

A grande vantagem de Robert nesta competição foi a de conhecer muito bem a raia. “Treino aqui de Laser a minha vida toda. Conheço muito bem o local, principalmente na parte norte, e consigo velejar onde a correnteza atrapalha menos.”

Classificação de regata deste sábado:

1  Áries IV  Jorge Zarif  2h38min22
2  Touché  Banco Safra  Ernesto Breda  a 15s
3  Fortuna III  Armada Argentina  a 37s
4  ABN AMRO Bank  Neptunus  Sebastien Josse  a 48s
5 -  Memo Memulini  Bernd Knuppel  a 1min57s

Classificação final da competição:

1  Áries IV - Jorge Zarif  6 pontos perdidos
2 - Odoyá  Cláudio Bierkarck  16
2  Mitsubishi Motors/Daslu Homem  Eduardo Souza Ramos  16
4  Memo Memulini  Bernd Knuppel  20
5  Touché  Banco Safra  23 pontos

Organizada pelo Yacht Club de Ilhabela e pela Impact Sports Marketing, com apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, Secretaria de Turismo, FBVM (Federação Brasileira de Vela e Motor), ABVO (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano), Marinha do Brasil, Secretaria da Juventude Esportes e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, Capitania dos Portos de São Sebastião, Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer de Ilhabela, Associação Comercial e Industrial de Ilhabela (ACII) e Associação de Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares de Ilhabela (ABHRI) e de muitas outras entidades, a 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela possui responsabilidade técnica da Federação Brasileira de Vela de Motor (FBVM), da diretoria de vela do Yacht Club Ilhabela e de juízes internacionais e nacionais de Vela. Os patrocínios são do Banco Real ABN AMRO, Mitsubishi Motors, Semp Toshiba, NIVEA Sun e TAM, Nautos, Rádio Eldorado e Cerveja Bavária Exportação.

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ZDL - Bruno Doro // João Pedro Nunes
 

15/07/2005 - VELA
ABN AMRO II “TOMA POSSE” DE
SEU BARCO EM UMA SEMANA
Participação na Semana de Vela de Ilhabela marca o fim da primeira fase de treinamento do time, que conta com dois brasileiros.

 
Ilhabela (SP) ­ A tripulação do ABN Amro II completa na 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela a primeira parte de seu treinamento para dar a volta ao mundo na Volvo Ocean Race. Os jovens estão velejando pela última vez em barcos “emprestados”. Na segunda-feira, partem para a Europa e, em uma semana, tomam, definitivamente, posse do veleiro de 70 pés que irão comandar na Volvo.
 
“A primeira fase de treinamentos foi de conhecimento. Na primeira vez em que entraram em um barco, a comunicação era um problema. Hoje, todos se comunicam em inglês e já estão até formando um vocabulário próprio do barco, algo que será muito importante para dar a volta ao mundo. Eles são velejadores talentosos e vencedores. Mas, na Volvo, ainda não conquistaram nada. Por isso, terão de buscar algo a mais. E o lugar ideal para procurar por isso é nos treinamentos”, diz Maurice Paarkenkooter, diretor técnico da equipe holandesa, encarregado dos treinos no país europeu.
 
Durante a volta ao mundo, o barco será tripulado por 11 velejadores. Três deles (Sebastien Josse, da França, Simon Fischer, da Grã-Bretanha, e Scott Beavis, da Nova Zelândia) são profissionais. Os outros oito foram descobertos por um processo de seleção pela internet que despertou a atenção de mais de 1.800 jovens velejadores em todo o mundo. Todos tiveram seus currículos e pretensões analisadas. Em seguida, dezenas tiveram suas qualidades avaliadas em seletivas realizadas no Brasil, Estados Unidos, Holanda e, na grande final, em Portugal. Foi lá que os brasileiros André Mirsky e Lucas Brun, os holandeses Simeon Tienpoint e Ger-Jan Poortman, os norte-americanos Andrew Lewis Jr e George Peet e os australianos Luke Molloy e Phil Harmer foram anunciados como parte da tripulação do barco ABN AMRO 2.
 
Em Ilhabela, eles treinaram, comeram, se divertiram e deram autógrafos juntos. “Eles tiveram uma amostra do que vão receber durante a Volvo Ocean Race. Durante as paradas, eles serão as estrelas, todo mundo virá conversar e fazer perguntas e eles terão de lidar com a situação. Aqui, a mesma coisa está acontecendo. Eles são os escolhidos para dar a volta ao mundo, estão no Brasil treinando para a competição mais difícil da vela. É bom que eles se acostumem com essa sensação de atenção. Quando a regata começar, eles irão ter esse mesmo tratamento, mas, logo depois, vão se fechar para ficar um mês no mar com só dez pessoas”, explica Maurice.
 
Os velejadores da equipe ABN Amro estão percorrendo uma verdadeira maratona de treinamentos e competições. Os integrantes da tripulação principal já levaram e trouxeram de volta barcos entre Estados Unidos e Inglaterra, deram a volta nas Ilhas Britânicas, venceram a prova em torno da Ilha de Wright, foram de Portugal para o sul da França, venceram a prova de Marselha até o Congo, venceram e quebraram o recorde centenário da Rolex Transatlantic Challenge. Atualmente, parte da equipe principal atravessa o Atlântico (dos Estados Unidos até a nova base da equipe na Espanha) com o ABN AMRO 2, enquanto outros se preparam para Transpac (Los Angeles-Honolulu) e outros estão competindo na Semana de Vela de Ilhabela.
 
Terminada a Semana de Vela de Ilhabela, os jovens seguem em ritmo intenso de treinamento. Na segunda feira, dia 18, voltam para a Espanha, onde passam a velejar com o V70 que usarão na Volvo Ocean Race. Antes, porém, vão conhecer os detalhes da construção do barco ABN AMRO 1, que será usado por seus companheiros profissionais e será batizado no final do mês de agosto, em Roterdã, na Holanda. Treinamentos físicos, programas nutricionais e dedicação especial à preparação psicológica estão em pauta, ao lado de muitos treinos no mar.
 
Classificaão Geral IMS após três regatas:
 
1. Áries IV (Jorge Zarif) 13 pontos
2. Memo Memulini (URU ­ Bernd Knuppel) 16
3. Mitsubishi Motors/Daslu Homem (Eduardo Souza Ramos) 17
4. Mercenário 4 (ARG ­ Luis Silva) 20
5. Odoyá (Georg Ehrensperger) 24
 
Último dia ­ Com mais uma regata barla-sota, termina neste sábado a 32ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, que teve o recorde de 193 barcos inscritos, ratificando a condição de maior competição náutica da América do Sul. A largada está marcada para as 12h30.
 
Organizada pelo Yacht Club de Ilhabela e pela Impact Sports Marketing, com apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, Secretaria de Turismo, FBVM (Federação Brasileira de Vela e Motor), ABVO (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano), Marinha do Brasil, Secretaria da Juventude Esportes e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, Capitania dos Portos de São Sebastião, Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer de Ilhabela, Associação Comercial e Industrial de Ilhabela (ACII) e Associação de Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares de Ilhabela (ABHRI) e de muitas outras entidades, a 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela possui responsabilidade técnica da Federação Brasileira de Vela de Motor (FBVM), da diretoria de vela do Yacht Club Ilhabela e de juízes internacionais e nacionais de Vela. Os patrocínios são do Banco Real ABN AMRO, Mitsubishi Motors, Semp Toshiba, NIVEA Sun e TAM, Nautos, Rádio Eldorado e Cerveja Bavária Exportação.
 
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ABN Amro - Carlos "Lua" Mauro - Relações Públicas do time ABN Amro
 
ZDL - Bruno Doro // João Pedro Nunes
 

14/07/2005 - VELA

EQUILÍBRIO MARCA SEMANA DE ILHABELA
A dois dias do final, competição não tem nenhum favorito destacado

Ilhabela - A quinta edição da Regata Peter Blake - Volta à Ilhabela, que pela primeira vez faz parte do programa da tradicional Semana Internacional de Vela de Ilhabela, foi disputada nesta quinta-feira e mostrou muito equilíbrio entre os principais favoritos. O veleiro argentino Fortuna III, comandado por Lars Grael, foi novamente o fita azul (5h47min31seg) , mas a vitória no tempo corrigido ficou com o Odoyá, um Bénéteau 40.7, que tem o bicampeão olímpico Robert Schedit como tático. Depois da regata de cerca de 45 milhas náuticas ou 83 km, a expectativa geral é de muito equilíbrio. A única certeza é de que o campeão só será conhecido no sábado, na última prova da competição.

"Está tudo embolado. Tivemos pelo menos dois trechos sem vento e todo mundo ficou junto", comentou o comandante Eduardo Souza Ramos, tricampeão do torneio e skipper de Mitsubishi Motors/Daslu Homem, segundo colocado no tempo real, atrás somente do Fortuna III. "Nada ainda está decidido."

O comandante Lars Grael concorda com Souza Ramos. "A regata foi extremamente técnica e acho que todos estão muito juntos agora", lembrou. "Nosso barco anda muito bem, mas paga muito porque é muito grande", fala sobre o veleiro da marinha argentina de 60 pés.

Os barcos largaram por volta das 11 horas e aproveitaram um dia de muito sol, com ventos que variaram de 8 a 29 nós. A linha de chegada foi na Ponta da Sela. Normalmente, a Regata Peter Blake era disputada em setembro, no aniversário de Ilhabela. A prova leva o nome do ambientalista e velejador neozelandês que, durante a realização da primeira regata, em 2001, participou da premiação com a equipe do Seamaster, veleiro de pesquisa que estava ancorado no Yacht Club de Ihabela. Blake foi assassinado em dezembro de 2001, num vilarejo perto de Macapá, no Amapá.

Classificação com o tempo corrigido
1. Odoya - 6h48min33seg
2. Touche/Banco Safra - a 01min44seg
3. No Brainer - a 3min33seg
4. Alucinante IV/Quest - 4min13seg
5. Memo Memulini (URU) - a 5min53seg

Organizada pelo Yacht Club de Ilhabela e pela Impact Sports Marketing, com apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, Secretaria de Turismo, FBVM (Federação Brasileira de Vela e Motor), ABVO (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano), Marinha do Brasil, Secretaria da Juventude Esportes e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, Capitania dos Portos de São Sebastião, Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer de Ilhabela, Associação Comercial e Industrial de Ilhabela (ACII) e Associação de Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares de Ilhabela (ABHRI) e de muitas outras entidades, a 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela possui responsabilidade técnica da Federação Brasileira de Vela de Motor (FBVM), da diretoria de vela do Yacht Club Ilhabela e de juízes internacionais e nacionais de Vela. Os patrocínios são do Banco Real ABN AMRO, Mitsubishi Motors, Semp Toshiba, NIVEA Sun e TAM, Nautos, Rádio Eldorado e Cerveja Bavária Exportação.

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ZDL - Bruno Doro // João Pedro Nunes Mtb 11675
 

14/07/2005 - VELA

LÍDERES APRENDEM NA SEMANA DE ILHABELA
As tripulações do Áries 4 e do Mitsubishi Motors/Daslu Homem ainda tentam tirar o melhor das embarcações

 
Ilhabela ­- Com embarcações recém-adquiridas, os líderes da 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela aprendem a tirar melhor rendimento de seus veleiros durante a disputa da tradicional competição no litoral norte de São Paulo. Áries IV, de Jorge Zarif, é o líder, com quatro pontos perdidos, até a disputa da regata barla-sota realizada na quarta-feira, seguido de Mitsubishi Motors/Daslu Homem, do comandante Eduardo Souza Ramos, com seis – mesma pontuação do argentino Patagonia, de Norberto Alvarez.
 
O desafio das duas tripulações brasileiras é grande. Afinal, estão em fase de adaptação aos novos barcos. Zarif, por exemplo, participou das últimas edições do torneio com uma embarcação de 30 pés e agora está no comando do ex-Pajero TR4, atual tricampeão de Ilhabela, um Farr One Design de 42 pés.
 
“Ainda estamos aprendendo os melhores ângulos das velas e temos consciência de que é possível tirar maior velocidade do barco”, comentou Jorge Zarif, atleta olímpico da classe Finn em Los Angeles-84 e Seul-88.  “A mudança de barco nos obrigou também a aumentar a tripulação e isso implica também um pouco de falta de entrosamento. Mas em pouco mais de um mês, o Áries já provou que é um excelente barco.” No final de junho, por exemplo, a tripulação estreou a embarcação com a conquista do Campeonato Paulista de Oceano, em Ubatuba.
 
E foi também em busca de um grande desafio que a equipe liderada por Eduardo Souza Ramos resolveu trocar o tricampeão Pajero TR4 pelo Mitsubishi Motors/Daslu Homem, um Judel Vroelick de 47 pés, fabricado na Grã-Bretanha. “A gente já estava ficando acomodado ao vencer tudo o que disputava e a mudança de barco mexeu bastante com a tripulação”, lembrou Marco Lagoa, grinder (quem controla as grandes catracas em forma de manivela que movem os cabos) do Mitsubishi. “Está sendo muito bom desvendar os mistérios de uma nova embarcação.”
 
Para driblar a falta de conhecimento do barco, há apenas um mês no Brasil, Souza Ramos, medalhista de prata no Pan-Americano de 1979 na classe Soling e atleta olímpico nos Jogos de 1980 e 1984, aposta na sintonia da tripulação, que veleja junta há mais de três anos. “O caçula do grupo sou eu. Entrei há um ano e meio”, revelou Lagoa, campeão sul-americano de Star com o timoneiro Lars Grael.
 
Nesta quinta-feira, foi realizada a quinta edição da Regata Peter Blake - Volta à Ilhabela, que estava prevista para quarta-feira mas foi adiada por falta de ventos. A regata tem cerca de 45 milhas náuticas ou 83 km de percurso. Na sexta-feira e no sábado, as embarcações disputam novas regatas barla-sota.
 
Com temperatura de cerca de 20 graus por volta das 10 horas desta quinta e a previsão de ventos leste entre 15 e 18 nós, o dia ensolarado promete ser um cenário perfeito para a regata disputada pela primeira vez no programa da Semana de Vela. Normalmente a regata era disputada em setembro, no aniversário de Ilhabela.
 
A prova leva o nome do ambientalista e velejador neozelandês Peter Blake que, durante a realização da primeira regata, em 2001, participou da premiação com a equipe do Seamaster, veleiro de pesquisa que estava ancorado no Yacht Club de Ihabela. Blake foi assassinado em dezembro de 2001, num vilarejo perto de Macapá, no Amapá.
 
Organizada pelo Yacht Club de Ilhabela e pela Impact Sports Marketing, com apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, Secretaria de Turismo, FBVM (Federação Brasileira de Vela e Motor), ABVO (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano), Marinha do Brasil, Secretaria da Juventude Esportes e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, Capitania dos Portos de São Sebastião, Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer de Ilhabela, Associação Comercial e Industrial de Ilhabela (ACII) e Associação de Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares de Ilhabela (ABHRI) e de muitas outras entidades, a 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela possui responsabilidade técnica da Federação Brasileira de Vela de Motor (FBVM), da diretoria de vela do Yacht Club Ilhabela e de juízes internacionais e nacionais de Vela. Os patrocínios são do Banco Real ABN AMRO, Mitsubishi Motors, Semp Toshiba, NIVEA Sun e TAM, Nautos, Rádio Eldorado e Cerveja Bavária Exportação.
 
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13/07/2005 - VELA

INGLESES SURPREENDEM NA SEMANA DE ILHABELA

O casal Tom e Vicky Jackson, que está dando a volta ao mundo em um barco, venceu na classe IMS

Ilhabela (SP) – O casal inglês Tom e Vicky Jackson se inscreveu na 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela para participar da festa. Os dois estão dando a volta ao mundo a bordo do Sunstone, um veleiro de 12 metros todo feito em madeira. O barco, que impressiona por suas linhas clássicas, nesta quarta-feira deixou todos os seus adversários para trás.


Os ingleses terminaram em primeiro lugar na classe IMS, a mais disputada da competição, à frente de favoritos como Eduardo Souza Ramos, tricampeão da Semana de Vela, Jorge Zarif, campeão da regata Eldorado Alcatrazes por Boreste, e Lars Grael, medalhista olímpico. A embarcação inglesa terminou em 3h03min08seg a regata barla-sota, que substituiu a V Regata Peter Blake Volta a Ilhabela, que será realizada nesta quinta-feira.


O veleiro argentino Fortuna III, comandado por Lars Grael, foi o fita azul da regata desta quarta-feira. Ele cruzou a linha de chegada com 11min30 de vantagem sobre o Mitsubishi Motors/Daslu Homem, do timoneiro Eduardo Souza Ramos, segundo colocado no tempo real, mas terminou em 19º no tempo corrigido. "Conseguimos uma excelente largada e fizemos uma tática impecável", comenta Laras Grael, dono de duas medalhas olímpicas de bronze na classe Tornado e atual secretário da Juventude, Esportes e Lazer do Estado de São Paulo."Nosso barco é grande e paga muito. A situação é difícil no tempo corrigido. Espero que o vento colabore nesta quinta-feira para realizarmos a regata de volta à ilha", completa.


O segundo colocado foi o argentino Patagonia, de Norberto Alvarez, e o terceiro, o Áries IV, de Jorge Zarif. Com o resultado, Zarif mantém a liderança da Semana de Vela, com quatro pontos. O segundo colocado no geral é o Mitsubishi Motors/Daslu Homem, de Eduardo Souza Ramos, quinto no dia. “Hoje, quem errou menos venceu. Nós erramos duas vezes, fomos para o lado de Caraguatatuba e perdemos um pouco. Ainda estamos aprendendo a velejar o barco, como lidar com os ângulos de vento”, explica Zarif, que antes comandava um barco de 30 pés e hoje está velejando um de 42.


“Foi nossa primeira regata de barla-sota, com flotilha do nosso barco e ainda estamos nos adaptando. Mas a tripulação é a mesma há um bom tempo e podemos levar vantagem nisso”, diz Marco Lagoa, grinder (quem controla as grandes catracas em forma de manivela que movem os cabos) do Mitsubishi.

Organizada pelo Yacht Club de Ilhabela e pela Impact Sports Marketing, com apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, Secretaria de Turismo, FBVM (Federação Brasileira de Vela e Motor), ABVO (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano), Marinha do Brasil, Secretaria da Juventude Esportes e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, PMI (Prefeitura Municipal de Ilhabela), Capitania dos Portos de São Sebastião, Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer de Ilhabela, Associação Comercial e Industrial de Ilhabela (ACII) e Associação de Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares de Ilhabela (ABHRI) e de muitas outras entidades, a 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela possui responsabilidade técnica da Federação Brasileira de Vela de Motor (FBVM), da diretoria de vela do Yacht Club Ilhabela e de juízes internacionais e nacionais de Vela. Os patrocínios são do Banco Real ABN AMRO, Mitsubishi Motors, Semp Toshiba, NIVEA Sun e TAM, Nautos, Rádio Eldorado e Cerveja Bavária Exportação.
 
Mais informações no site
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ZDL - Bruno Doro
 

13/07/2005 - VELA

ESTREANTES” JÁ SABEM QUE FARÃO MUITA FORÇA NO BRASIL 1
Brasileiros que nunca deram a volta ao mundo analisam primeiras velejadas do barco
 

Rio de Janeiro (RJ) – A tripulação do Brasil 1 tem cinco brasileiros, quatro deles que nunca participaram de regatas de volta ao mundo. Após os primeiros testes do veleiro em que eles irão cumprir o feito, André Fonseca, João Signorini e Marcelo Ferreira, os estreantes do time, já sabem que terão de fazer muita força durante os oito meses de competição.

“O barco é bem duro, para fazer todas as manobras precisamos nos esforçar bastante. Mas é surpreendente como o Brasil 1 é rápido”, disse Kiko Pellicano, pouco antes de deixar Ilhabela em direção ao Rio de Janeiro. O Brasil 1 deixou o litoral norte de São Paulo na terça-feira pela manhã e chegou à Marina da Glória após 15 horas.

Nesta quinta-feira, os tripulantes voltam ao mar para continuar treinando. “Entrosamento vai ser fundamental. Como percebemos que o barco é muito pesado e exige força em todas as manobras, nossos movimentos têm de ser precisos sempre”, analisa André Fonseca.

Fonseca, que acompanhou a construção do Brasil 1 desde o início, na cidade paulista de Indaiatuba, ficou orgulhoso com o resultado. “Não é muito normal colocar o barco na água tão rápido quanto nós colocamos e as primeiras velejadas foram muito boas. Agora é trabalhar para ter chance de chegar à frente”, avisa.

Os estrangeiros da equipe também aprovaram o desempenho dos novatos. “Os garotos mais jovens são talentosos e só precisamos aprender a trabalhar em um barco assim. Como eles nunca fizeram uma regata como essa, é normal essa falta de experiência no começo para lidar com o barco e as posições. Mas em pouco tempo estaremos afinados”, garante o proeiro Andy Meiklejohn.

O neozelandês mostrou desenvoltura durante os primeiros testes na água. Ele escalou o mastro inúmeras vezes. “Essa é a minha função. Quando me convidaram para o time, precisavam justamente de um especialista em mastros e escalar os mastros é algo que faz parte desse trabalho. Mas é muito legal ver como a vibração da tripulação está boa”, completa Meiklejohn.
O Brasil 1 vei velejar até sábado, no litoral do Rio de Janeiro. No domingo, o barco sai da água e fica uma semana sendo ajustado. As primeiras análises em água serviram para afinar alguns instrumentos e analisar o comportamento das velas. A nova fase de testes começa assim que o veleiro voltar para a água.

A tripulação do Brasil 1 tem o comandante Torben Grael e os brasileiros Marcelo Ferreira, Kiko Pellicano, Joca Signorini, André Fonseca e o reserva Eduardo Penido, os estrangeiros Adrienne Cahalan (Austrália), Roberto Chuny Bermudez (Espanha), Andy Meiklejohn e Stuart Wilson (Nova Zelândia). O norueguês Knut Frostad só se junta ao time na África do Sul para as etapas dos mares do Sul.

O Brasil 1 é patrocinado por VIVO, Motorola, QUALCOMM, ThyssenKrupp, NIVEA Sun, Ágora Senior Corretora de Valores e Governo Brasileiro através da Apex (Agência de Promoção das Exportações do Brasil), Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Ministério do Turismo e Ministério dos Esportes e apoio especial da Varig.

A Volvo Ocean Race terá oito meses e os competidores navegarão por 31.250 milhas náuticas, mais de 57 mil quilômetros. A regata começa em 5 de novembro, com uma prova local em Sanxenxo, na Espanha. A primeira perna terá largada em Vigo, também Espanha, no dia 12 de novembro. A regata de volta ao mundo passa ainda por Cidade do Cabo (África do Sul), Melbourne (Austrália), Wellington (Nova Zelândia), Rio de Janeiro (Brasil), Baltimore, Annapolis e Nova York (Estados Unidos), Portsmouth (Inglaterra), Roterdã (Holanda) e Gotemburgo (Suécia).

Mais informações:
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ZDL – Bruno Doro
 

13/07/2005 - VELA

“PÂNICO” INVADE A SEMANA DE ILHABELA
Idealizador do sucesso da Rede TV, Tutinha Carvalho
veleja em homenagem ao programa e fatura o Grand Prix
 
 
Ilhabela (SP) -
O “Pânico”, um dos maiores sucessos da televisão brasileira, invadiu a 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela, que termina no próximo sábado. Mas nada das perguntas indiscretas da dupla Repórter Vesgo e Silvio Santos ou das pedaladas de Merchan Neves. Em Ilhabela, a invasão foi na água.
 
Tutinha Carvalho, diretor da rádio Jovem Pan, está disputando a maior competição náutica da América do Sul com seu veleiro Pânico, batizado em homenagem ao programa que idealizou. O barco é um HPE de 25 pés que já venceu em 2005 a Taça Regatta (Paulista de Monotipos), a Harken Cup e a Copa HPE.
 
Nesta terça-feira, Tutinha e sua tripulação comemoraram mais um título. O Pânico foi o campeão da classe HPE do Grand Prix, evento que faz parte da Semana de Vela, mas não conta na classificação final. A embarcação foi a primeira colocada em três das quatro regatas disputadas.
 
Em terra, o diretor da Jovem Pan teve de responder algumas vezes sobre o programa. Nas últimas semanas, Silvio Santos tentou levar o Pânico para o SBT. Tutinha negociou com o dono da emissora, mas o acordo não saiu. Há duas semanas, foi anunciada a renovação de contrato com a Rede TV até 2007.
 
Volta à Ilha adiada
 
Nesta quarta-feira, a quinta edição da Regata Peter Blake - Volta à Ilhabela foi adiada por falta de ventos. A previsão indica velocidade de até 10 nós, o que tornaria difícil a realização da regata de longo percurso (cerca de 45 milhas náuticas ou 83 km).
 
A Comissão de Regatas irá realizar, no lugar, uma das provas barla-sota que estavam programadas para começar na quinta-feira. A Volta à Ilhabela deve ser realizada na quinta-feira.
 
Organizada pelo Yacht Club de Ilhabela e pela Impact Sports Marketing, com apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, Secretaria de Turismo, FBVM (Federação Brasileira de Vela e Motor), ABVO (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano), Marinha do Brasil, Secretaria da Juventude Esportes e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, PMI (Prefeitura Municipal de Ilhabela), Capitania dos Portos de São Sebastião, Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer de Ilhabela, Associação Comercial e Industrial de Ilhabela (ACII) e Associação de Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares de Ilhabela (ABHRI) e de muitas outras entidades, a 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela possui responsabilidade técnica da Federação Brasileira de Vela de Motor (FBVM), da diretoria de vela do Yacht Club Ilhabela e de juízes internacionais e nacionais de Vela. Os patrocínios são do Banco Real ABN AMRO, Mitsubishi Motors, Semp Toshiba, NIVEA Sun e TAM, Nautos, Rádio Eldorado e Cerveja Bavária Exportação.
 
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ZDL - Bruno Doro
 

12/07/2005 - VELA

“CAIÇARAS” DO LOYAL VENCEM
GRAND PRIX DA SEMANA DE ILHABELA
Barco com cinco nativos conquistou o bicampeonato na classe Delta 32
 
 
Ilhabela (SP)
­- Pelo segundo ano consecutivo, os “caiçaras” do Loyal comemoraram o título do Grand Prix da Semana de Vela de Ilhabela. Desta vez, o barco, velejado por sete pessoas, cinco delas naturais de Ilhabela, venceu as três regatas que disputou e não entrou na raia para a última. “Não queríamos atrapalhar o pessoal”, afirma Marcelo Massa, comandante do barco e um dos dois que não nasceu em Ilhabela.
 
“Desde moleque venho para Ilhabela. Meu pai foi um dos fundadores do Yacht Club. E sempre fui amigos desses 'caiçaras'. Foram eles que me ensinaram a velejar. Nosso relacionamento é muito próximo”, explica Marcelo. “Dos cinco nativos, quatro são da família De Jesus, que é famosa por aqui. Só eu e meu irmão não somos da Ilha. É um barco família.”
 
Marcelo disputou sua quarta Semana de Ilhabela, a segunda no comando do Loyal. O barco é o oitavo colocado na classificação geral da classe ORC. “O Grand Prix é excelente para treinar a tripulação. Quanto mais vezes velejamos, mais chance teremos de melhorar o resultado do ano passado”, diz, referindo-se ao quarto lugar na classe ORC. Este ano, em segundo lugar na Delta 32 ficou o Easy Going e em terceiro o Kawabunga.
 
Título Pré-Scheidt
 
Ainda sem o heptacampeão mundial da classe Laser Robert Scheidt, que só estréia na tripulação nesta quarta-feira, o veleiro baiano Odoyá venceu o GP na classe Beneteau 40.7. O barco venceu uma regata e ficou em segundo na outra, terminando com cinco pontos perdidos. O segundo colocado foi o Alucinante.
 
O Wiki Wiki, barco carioca que tem o juiz internacional Nelson Ilha na tripulação, deu azar no dia, fez um terceiro e um quarto lugar e caiu da vice-liderança para a quarta posição final. “A tripulação é jovem e acertada. Até hoje, eles tinham sido perfeitos. Prova disso é que fomos o primeiro 40.7 na Alcatrazes. Mas hoje erramos muito”, lamenta o árbitro.
 
Nesta quarta-feira, recomeçam as regatas válidas para o ranking geral da Semana de Vela de Ilhabela. A V Regata Peter Blake Volta a Ilhabela tem largada prevista para 10h30. A prova comemora os 200 anos de emancipação do município e será disputada apenas pelas classes IMS e ORC CLUB 600/650. “Essa regata foi criada há cinco anos, quando Peter Blake esteve aqui em Ilhabela. Aposentamos o nome por um período, mas resolvemos devolver a homenagem a esse grande velejador”, afirma José Nolasco, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela.
 
Confira os vencedores por classe VIII Grand Prix:
 
Delta-32
 
1. Loyal - 3 pontos perdidos
2. Easy Going ­ 6
3. Kawabunga ­ 10
 
Skipper-21
 
1. Skipper 21 ­ 3
2. Rajada ­ 6
3. Mutley ­ 9
 
Beneteau 40.7
 
1. Odoyá ­ 5
2. Alucinante ­ 6
3. Ventaneiro ­ 6,7
 
HPE-25
 
1. Pânico ­ 3
2. Vento ­ 6
3. Nordstrom ­ 9
 
NEO-25
 
1. Abacquar ­ 3
2. Caulimaran ­ 5
3. Obatalá ­ 7
 
DELTA-26
 
1. Asbar ­ 4
2. Nomad ­ 5
3. Cururu ­ 7
 
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 12/07/2005 - VELA

MULHERES JÁ DEIXAM OS HOMENS
PARA TRÁS NA SEMANA DE ILHABELA
Competição conta com o charme dos barcos femininos, como o Semp Toshiba/BL3 Armação, fita-azul da Regata Toque-Toque

 
Ilhabela (SP)
- Quem olha para o mar durante a 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela pode ter uma surpresa. Em vez de homens levantando e abaixando velas, várias mulheres estão mostrando que a diferença de sexo não importa muito em um veleiro. Prova disso foi o desempenho dos barcos de tripulação feminina na Regata Toque-Toque por Boreste.

Na classe RGS-B, o fita azul foi o Semp Toshiba-BL3 Armação. O barco é de Valéria Ravani e completou as cerca de 27 milhas náuticas (50 km) em 6h11min. “A vela ainda é um esporte muito masculino, mas os barcos com tripulação feminina são um grande incentivo para mudar isso. Iniciativas como a nossa, com um barco só com mulheres, deixam as garotas mais a vontade para experimentar também”, explica a timoneira Valéria, que correu dez vezes seguida a Regata de Alcatrazes por Boreste, mas teve de ir para Toque-Toque dessa vez. “É uma pena. Foram dez anos indo para Alcatrazes e tenho certeza que teríamos conseguido. Mas como os barcos menores tiveram de ir para Toque-Toque, o jeito foi aproveitar. Acabamos surpreendendo.”

Outro barco feminino foi o vencedor, no tempo corrigido, na mesma classe. O Chrystal Expertise usou um “truque” para chegar na frente. “Nosso astral fez a diferença. Era nossa primeira regata e velejamos sem stress. Vimos uma porção de barcos nos passando na ida para Toque-Toque, mas no final, ficaram para trás”, conta a comandante Andréia Rogick. “Às vezes, falta força para algumas manobras. Em Toque-Toque, estava ventando muito e foi complicado dar um jibe. Mas o importante é que ninguém tem medo e não se afasta quando tem que fazer força.”

Mais experientes, as meninas do BMW Sailing Team foram para Alcatrazes e terminaram a prova em 8h59min31seg e ficaram em 20º lugar. “Estamos treinando bastante e queríamos competir também no Grand Prix, mas nossa classe não teve outros inscritos”, lamentou Andréa Grael, mulher de Torben Grael e responsável pela genoa e pelo balão do BMW. Quem teve mais sorte foi a velejadora olímpica Fernanda Oliveira, que está em quarto lugar no Grand Prix da Skipper 21, com seu NIVEA Sun/Equinautic.

Semana volta nesta quarta

Nesta quarta-feira pela manhã será disputada a V Regata Peter Blake Volta a Ilhabela, segunda prova válida para a classificação final da Semana de Vela. A prova comemora os 200 anos de emancipação do Município de Ilhabela e será disputada apenas pelas classes IMS e ORC CLUB 600/650. “Essa regata foi criada há cinco anos, quando Peter Blake esteve aqui em Ilhabela. Aposentamos o nome por um período, mas resolvemos devolver a homenagem a esse grande velejador”, afirma José Nolasco, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela.

Barco local domina primeiro dia do Grand Prix

A abertura do VIII Grand Prix teve uma atração local nesta segunda-feira. No primeiro dia de regatas da competição, criada para os velejadores que continuam na ilha durante a folga de dois dias da Semana de Vela de Ilhabela, o barco Loyal, de Marcelo Massa, terminou na liderança da classe Delta 32.

“O Grand Prix é um evento interessante porque coloca os barcos iguais velejando um contra o outro, sem ratings. O primeiro colocado vence, como um match race. Para os velejadores que ficam em Ilhabela, é uma oportunidade para treinar”, afirma Nolasco.

Com tripulação de Ilhabela, o Loyal usou o conhecimento da raia para vencer as duas regatas disputadas. O Mahalo, líder da ORC na Semana de Vela, fez dois terceiros lugares e está em segundo. O terceiro colocado é o Kawabunga.

Na Skipper 21, o barco também chamado Skipper 21 venceu as duas regatas. O segundo colocado é o Mutley e o terceiro, o Rajada.

Já o veleiro baiano Odoyá, ainda sem o heptacampeão da classe Laser, Robert Scheidt, também lidera em sua classe, a Beneteau 40.7, com um segundo lugar e um primeiro. Scheidt só irá estrear na Semana de Vela de Ilhabela nesta quarta-feira, para a V Peter Blake Volta a Ilha. O veleiro carioca Wiki Wiki, de Nelson Ilha, está em segundo.

Na HPE, o líder é o Nordstron, do argentino Gabi Borgstron, com um quarto lugar e um primeiro. O Pânico é o segundo, empatado com o líder, mas atrás no desempate. Na Neo 25, o Abacquar é o primeiro colocado, com dois pontos, mesma pontuação do líder da Delta 26, Asbar.

Organizada pelo Yacht Club de Ilhabela e pela Impact Sports Marketing, com apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, Secretaria de Turismo, FBVM (Federação Brasileira de Vela e Motor), ABVO (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano), Marinha do Brasil, Secretaria da Juventude Esportes e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, PMI (Prefeitura Municipal de Ilhabela), Capitania dos Portos de São Sebastião, Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer de Ilhabela, Associação Comercial e Industrial de Ilhabela (ACII) e Associação de Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares de Ilhabela (ABHRI) e de muitas outras entidades, a 32ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela possui responsabilidade técnica da Federação Brasileira de Vela de Motor (FBVM), da diretoria de vela do Yacht Club Ilhabela e de juízes internacionais e nacionais de Vela. Os patrocínios são do Banco Real ABN AMRO, Mitsubishi Motors, Semp Toshiba, NIVEA Sun e TAM, Nautos, Rádio Eldorado e Cerveja Bavária Exportação.

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09/07/2005
 
FORTUNA III, COM LARS GRAEL, É FITA AZUL
E NOVO RECORDISTA DE ALCATRAZES
Barco da Marinha argentina completou a regata de abertura da Semana de Vela em 6h53min27seg
 
Ilhabela (SP) - Veleiro de 60 pés que pertence à Marinha argentina, o Fortuna III é o novo fita azul (primeiro a cruzar a linha de chegada) e recordista da regata Eldorado Ilha de Alcatrazes por Boreste - Marinha do Brasil, que abriu neste sábado a 32ª edição da Semana de Vela de Ilhabela, principal evento náutico da América do Sul. O barco comandado pelo medalhista olímpico e secretário da Juventude, Esportes e Lazer do Estado de São Paulo, Lars Grael, completou o percurso de 55 milhas náuticas (101 km) em 6h53min27seg. O recorde anterior pertencia ao também argentino Flash Gordon, que em 2002 fez o tempo de 7h13min46seg. Minutos antes do Fortuna III chegou o Brasil 1, primeiro barco brasileiro a disputar a Volvo Ocean Race, que disputou a regata como convidado e completou o percurso em 6h00min18seg.

"Minha experiência ajudou um pouco, mas a tripulação argentina também está bem treinada. Conseguimos uma vantagem no contravento, que definiu a nossa vitória", disse Lars, medalha de bronze na classe Tornado das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, ao lado de Kiko Pellicano. "A Semana de Ilhabela reúne o que há de melhor no iatismo, que é o prazer de velejar, a natureza, o percurso e a cidade atraente. Isso explica a participação cada vez maior de barcos estrangeiros", completou.

Atrás do Fortuna III chegaram o Mitsubishi Motors/Daslu Homem (47 pés), do timoneiro tricampeão Eduardo Souza Ramos, e o ABN Amro/Neptunus Express, que tem a tripulação do barco holandês que dará a volta ao mundo na Volvo. "Fizemos uma ótima regata, com destaque para nosso tático Gastão Brun, que acertou quase todas as decisões. Para uma estréia foi ótimo", disse Souza Ramos. O velejador também comentou o aumento do número de barcos grandes na Semana de Ilhabela. "Essa já é uma tendência mundial que agora chega ao Brasil. No mar, tamanho é documento."

Em fevereiro, o Fortuna III também foi fita azul da regata Buenos Aires-Rio. Na Semana de Vela, além de Lars, integrou a tripulação do barco argentino o também medalhista olímpico Clínio de Freitas, medalha de bronze na classe Tornado nos Jogos de Seul/1988 como proeiro do próprio Lars.

Neste domingo serão disputadas as últimas regatas da Semana de Monotipos, com início previsto para as 12 horas. No final da tarde está programada a cerimônia de premiação da regata Eldorado Ilha de Alcatrazes por Boreste - Marinha do Brasil, no Yacht Club de Ilhabela.

Brasil 1 é aplaudido

O Brasil 1 fez a estréia oficial na 32ª Semana de Ilhabela e chamou atenção não só do público, que compareceu em bom número para assitir à largada, como dos velejadores que participaram da Eldorado Ilha de Alcatrazes por Boreste - Marinha do Brasil. O barco foi aplaudido várias vezes pelas demais tripulações. Lars Grael admitiu ter sentido orgulho ao ver o  primeiro barco brasileiro a disputar a Volvo Ocean Race velejando a seu lado. "O Brasil 1 talvez seja o fato mais relevante da história da vela oceânica brasileira. A potencialidade do barco e a velocidade que ele pode atingir são incomparáveis", disse.

Eduardo Souza Ramos resumiu o desempenho do Brasil 1 neste sábado. "Estivemos próximos deles enquanto foi possível. Depois eles sumiram", brincou.

"Nossa estréia não poderia ter sido melhor. O barco se comportou muito bem no transporte e durante a regata, o que nos deixa muito animados para os póximos testes", contou o comandante do Brasil 1, Torben Grael.

Organizada pelo Yacht Club de Ilhabela e pela Impact Sports Marketing, com apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, Secretaria de Turismo, F.B.V.M. (Federação Brasileira de Vela e Motor), A.B.V.O. (Associação Brasileira de Veleiros de Oceano), Marinha do Brasil, Secretaria da Juventude Esportes e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, P.M.I. (Prefeitura Municipal de Ilhabela), Capitania dos Portos de São Sebastião, Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer de Ilhabela, Associação Comercial e Indus