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PROJETOS DESENVOLVIMENTO E SOLUÇÕES EM NÁUTICA |
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Autor: Felisberto Azevedo
Sócio fundador da FLOAT MARINAS
Que atua no mercado na produção de equipamentos
Para marinas desde 1984.
E-mail: felisaz@terra.com.br
INTRODUÇÃO
Este pequeno manual tem como finalidade, de auxiliar e incentivar a potenciais investidores para a implementação de pequenas marinas. Atende a qualquer marina quer seja no litoral, quer sejam em represas e ou rios. Um pouco de
história Marina é uma palavra de origem italiana e refere-se à orla litorânea. Em 1928, essa palavra foi adotada pela associação Americana de fabricantes de barcos e equipamentos náuticos, para designar o novo conceito de apoio portuário as embarcações de recreio; além das funções de abrigo, atracação e amarração das embarcações. Instalações portuárias modernas devem oferecer serviços adicionais como facilidades de embarque/desembarque, fornecimento de água, energia, CATV e telefonia, remoção de esgotos e rejeitos, e acesso, para guarda em seco, reparos e serviços de manutenção, é etc. e comodidades adicionais para os usuários e marinheiros, tais como vestiários e, espaço para recepção e descanso, lojas de conveniências lazer e recreação entreposto de provisões e suprimentos náuticos, sistema de comunicações, estacionamento de veículos, e em casos mais sofisticados helipontos. O termo Marina traz em si forte conotação marítima, dando idéia aparente de uma estrutura do lazer específico do litoral. Na verdade o lazer náutico intensamente praticado, tanto em águas do mar com em águas interiores; Rios, lagos e represas, e apesar de parecer inadequado quando aplicado em ambiente de água doce, Marina é uma designação genérica adotada internacionalmente para instalações fixas de apoio as embarcações recreio. Por definição, implica em conjunto serviços especializados e facilidades aos usuários não podendo ser confundida com simples atracadouro e ou ancoradouro. O título, Manual de Implantação de Marinas, tem como objetivo de implementar a criação de instalações pequenas e médias com serviços e facilidades acima mencionados, e que possam ser implantados em qualquer local do nosso país. Sugerimos, que antes de se adquirir e ou
investir na construção de uma marina se realize os estudos a seguir: Cada região e cada estado possuem normas e regulamentos específicos de ocupação de áreas para finalidades afins e cabe uma consulta prévia para se evitar altos custos de licenciamento. Por ser o empreendimento que requer critérios precisos de implantação, em especial, àqueles relacionados com o meio ambiente, exigindo em alguns casos, estudos de minimização do impacto ecológico é necessário que se façam observações importantíssimas a esses órgãos que a ocupação ordenada cria condições de melhor proteção ambiental. 1. CONDIÇÕES
GEOGRÁFICAS Condições geográficas e naturais para a implantação deste tipo de empreendimento considerando ondas, ventos para que não seja necessária a criação de proteções como enrocamentos, normalmente caros e que podem inviabilizar o empreendimento. As águas interiores notadamente remansos de águas represadas apresentam nítidas características de águas abrigadas, pequenas intensidade de correntezas, ondas de pequena altura, originadas principalmente pela ação dos ventos moderados permitindo projetos de marinas com o custo dos de implementação bem menores que ambientes marítimos muitas vezes fustigado por ondas e ventos fortes sujeitos a variação de marés e ainda a ação de agentes químicos e biológicos agressivos. Em determinadas represas a variação de enchente vazante é considerável, mas fácil controle devido à ausência de ondas e conhecimento prévios das vazantes e enchentes.(A Marinha do Brasil Publica anualmente a tábua de mares, mas em represas estas variações podem chegar a 12 metros em épocas de estiagem.). Observação importante: A implementação de uma marina normalmente revitaliza
uma área urbana, cria condições para investimentos em empreendimentos
complementares como hotéis, pousadas parques, trazendo amplos benefícios
para a comunidade local com a criação de novos empregos, e novos serviços,
melhorando o padrão de vida dessa população assim como dos usuários
do lazer náutico, recursos para o erário público. 3.
ANALISE
DE VENTOS Nos reservatórios, a ação dos ventos está associada à formação de
ondas fenômeno que, na oceanografia é conhecida por “fetch”.
Refere-se ao efeito dos ventos soprando sobre uma grande superfície líquida;
ocorrência de trem de ondas progressivamente altas ao longo da pista de
propagação desses ventos. Marinas localizadas no extremo final dessa
pista podem ser submetidas às ondas de grande amplitude, potencialmente
danosas ao seu funcionamento; perturbações na movimentação dos
barcos e nas manobras de atracação, impactos nos atracadouro e em seus
sistemas de amarração e finalmente dificuldades na aproximação e saída
de barcos. Ventos fortes,
ondas altas podem afetar também a segurança nos canais navegação,
com variações bruscas de níveis, grandes bancos de areia e estragos
no sistema de balizamento bóias e placas sinalização, além de
detritos e resíduos flutuantes produzidos no embate com margens dos
reservatórios. Assim, o mesmo vento necessário para impulsionar barcos
à vela, pode causar problemas à navegação e as manobras de embarcações
junto às marinas, dependendo de sua posição em relação com os
ventos dominantes (direção, duração e intensidade) e da extensão do
“fetch”. A análise dos
ventos na região é, por essa razão, altamente recomendado para a
definição do local de implantação. A desconsideração
do fator vento no projeto pode ser causa de graves deficiências
operacionais, que nem sempre podem ser resolvidas com obras de proteção
e com custos adicionais consideráveis e em geral com riscos e de
impacto ambiental. Recomendamos
uma analise de risco econômico do empreendimento, seu potencial de
lucro Uma marina em ambiente de risco saturado certamente poderá trazer
sérios prejuízos para um investidor assim como a escolha de um local
potencialmente magnífico para a implementação do empreendimento em
local distante de potenciais clientes. Consideramos
de fundamental importância incluir na analise econômica uma pesquisa
de mercado quantitativa e qualitativa. Considerações básicas Em
virtude da diversidade de nomes e definições sobre Marinas e seus
componentes, mesmo em trabalhos publicados em países de larga tradição
náutica, como vem, de início, estabelecer critério uniforme de
nomenclatura para todas as partes funcionais de uma marina. Esse critério
terá como referência trabalhos publicados pela pia o que de onde serão
emprestados de si inativos traduzidos adaptados para língua portuguesa. A
própria desinformação sobre Marinas, que neste manual tem acepção
genérica de instalações de apoio às embarcações recreio, deveria
ter segundo alguns especialistas, o significado abrangente de ambiente
interativo das atividades náuticas com a comunidade à sua volta,
envolvendo, além de instalações portuárias, todo em torno periférico
de comércio, hotel, pousadas, restaurantes, clubes, resorts, parques
temáticos, flats, etc., usufruído tanto pelos donos de barcos como
pelos visitantes e moradores da área de influência.
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